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ARTIGO

- Publicada em 23 de Setembro de 2015

Fusões & Aquisições, oportunidade e risco

Quatro vezes um é igual a um! Essa é ainda a matemática feita pelo investidor estrangeiro em relação ao Brasil. Para aqueles que acharam que o câmbio altamente favorável aos gringos, com o derretimento do real iria aquecer o mercado de fusões & aquisições se enganou. Mas por que então este investidor não está aproveitando essas oportunidades?

As incertezas econômicas e políticas do Brasil ainda estão falando mais alto. A alta inflacionária e um mercado desaquecido tem inibido a realização de bons negócios. Eles são feitos, mas de forma pontual e em alguns mercados. A perda do grau de investimento nos leva a interrogação de quando será o fundo do poço. Até lá, o investidor não se motivará a ir às compras. A Índia, por outro lado, é a menina dos olhos do Brics, com desburocratização, reformas econômicas e crescimento até então sustentável. Em contraste, no que tange a desvalorização da nossa moeda, só perdemos para Rússia e Colômbia.

Por tudo isso, comprar empresas no Brasil não está fácil. Há parques industriais modernos, produtos de valor agregado, cadeias consolidadas e até mesmo inovação. Tudo isso a venda, por falta de receitas, endividamento, desalento do empresário e brigas societárias. Mesmo assim, o gringo não se sente confortável. As linhas de crédito estão mais escassas, caras e os fundos de investimento bem mais cautelosos. Há casos de empresários entregando tudo pela dívida. E mesmo assim não há comprador. Com pouco mais de US$ 25 milhões, o investidor pode arrebatar companhias avaliadas em mais de R$ 100 milhões. São ativos poderosos, em mercados competitivos e com grande chance de se ganhar dinheiro. A crise não ficará aqui para sempre. São ciclos, alguns mais profundos que outros, mas as oportunidades sempre existirão. Quem estiver disposto a tomar riscos, a enfrentar um processo de compra, de due diligence, transição operacional etc., mesmo navegando em mares turbulentos, pode encontrar um grande tesouro ali na frente.

Associado do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa